segunda-feira, 25 de outubro de 2010






Sou palavras... gestos...



Sou carne... intestino... sou pecado



Sou coitado.











Coração - infecção! Um germe ruminante!



Veias cheias de composições,



Realidade e tristes ilusões...











Sou lágrimas, melancolia!



Tropeço nos braços dum Orgulho...



Nome próprio desse mergulho.











Sou um jogo circunspecto,



Do qual o tabuleiro está velho,



Mas ainda reluz forte o vermelho...











Sem aqueles peões dos quais o  jogo é dado



Sou carne falha.



E repito: sou um coitado!











E que termine esse jogo então!



Avanço à casa da morte



Pois aqui, em vida, não encontro sorte...


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar

E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar

Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar

Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar

Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar


Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Será sempre será 
O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coruja, Morcego, Escuridão
Traga agora minha Paixão!