segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidas,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noite e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
-não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
-mais nada.
Sou uma espécie de pássaro encantado que não aceita gaiolas nem qualquer tipo de prisão. Minha mágica está justamente no bater de asas, que se douram pertinho do sol e o meu maior prazer é ir e vir quando o coração -- minha única bússola -- pede.
Chamo a Força Encarnada
Para usar as minhas mãos
Para expulsar os malfazejos
Que atrapalham meus irmãos
Chamo os Seres Sagrados
Pra me dar a proteção
E a Águia vai por cima
E o Leão vai pelo chão
Segue a Águia em seu vôo
Para me dar a visão
E quando eu toco o meu tambor
É quem segura a minha mão
O Leão com sua força
Reinando na imensidão
E essa é a força que Eu sinto
Dentro do meu coração
Fique muito alinhado
Diante desta afirmação
Eu uso a Luz do Amor
Prá te tirar da escuridão

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

não tem como,
 
levanto e deito contigo


deveria pelo tempo


não mais me assustar 


mas isso me impressiona 


pois contigo eu amo sonhar


vivemos cada coisa do outro lado!


hahaha

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

una cosa che desidero più di ogni ora:
in grado di sentire il vostro amore e il calore intenso
guardo negli occhi e dire ...
e sorriso ...
vederti nel mio grembo.
in grado di fare il mio sogno - il che significa
possono fare dei miei sentimenti - la realtà.

domingo, 19 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010






Sou palavras... gestos...



Sou carne... intestino... sou pecado



Sou coitado.











Coração - infecção! Um germe ruminante!



Veias cheias de composições,



Realidade e tristes ilusões...











Sou lágrimas, melancolia!



Tropeço nos braços dum Orgulho...



Nome próprio desse mergulho.











Sou um jogo circunspecto,



Do qual o tabuleiro está velho,



Mas ainda reluz forte o vermelho...











Sem aqueles peões dos quais o  jogo é dado



Sou carne falha.



E repito: sou um coitado!











E que termine esse jogo então!



Avanço à casa da morte



Pois aqui, em vida, não encontro sorte...


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar

E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar

Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar

Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar

Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar


Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Será sempre será 
O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coruja, Morcego, Escuridão
Traga agora minha Paixão!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

I - Cresce (mais...)


Lua Crescente
Cresce, fecha o ciclo
Novamente.

Mais um tempo tento
E fica para a história
Todo aquele tormento!

Hoje, durmo mais velho
Em tudo, alma e corpo
Até o reflexo no espelho!

Viro-me a noite na cama
Não mais de insônia
Já aceitei que ninguém me ama...

Agora, mais uma daquela esperança:
De encontrar o meu lugar,
Voltar a sorrir e ser criança!

Meus desejos são puros - e vãos;
Lamentável a morte dessa flor,
Que estava em suas mãos...

O meu Sol nascerá novamente
E durmo sonhando, esperando
Aquilo que me refaça sorridente.

II - Preencher (o vácuo)



Meus dias passam num ritmo estranho,
Ora rápido, mas sempre vagarando...
Sou a incógnita humana andando...
Sem rumos, ou o que contar.

Não estou sozinho: há boas pessoas comigo
Mas a solidão interna é bem mais conflito!
Observo... , ouço... vejo em distância mesmo na ausência.
Crio-me como um monstro... e me divirto!

Distinta idéia a minha,
Eu não soprei as velas...
Sozinho, desapego-me, abolicionismo!
Outra dimensão/prioridade, querido...

   ''Oro a Ti, ó Lua que agora se enche
   Tira esse meu vazio, me preenche.
   Brilha por mim, sou filho de Apolo,
   Peço de grande coração: -Ilumina meu Solo!''

Deito-me sempre na esperança...
Disfarço o que posso, temperança!
Procurarei atento, - estou certo - vou achar!
E tudo aquilo que me ilude, já não quero mais sonhar...!

III - Cheio (revera)


Há tempos não descanso
E meus pés doem...
Fiquei forte, insisti!
Meu corpo está cansado
Hoje me sinto o mesmo
O olhos inchados
Uma força interna
Luto pelos objetivos!
Mas preciso dormir...
As lágrimas descem sem fim...
Meu coração está podre.

IV - Quarto (nele)


Sufoco, desacredito, corro...
Sem muita alegria, foda-se!
Se não importa-se, com sua licença.
Sairei mundo afora, sem tua presença!
Serei mais sólido a partir do agora,
Sabendo que seu lugar foi encontrado.
Sonhando eu agora em desaparecer,
Sem um pingo de você... tolo eu!
(...)
(*não desejo mais nada das outras linhas que escrevi deste.)

V - Auge



E sei que essas forças rodeiam...
Vejo o quão forte deve ser,
Lutei em sonho, molhei todo meu corpo,
Mas não quero mais você...

Vem uma voz dizendo:
-Elimine-o! - e eu me joguei no chão...
Cai da cama, mas sequer me movi.
Muito me espanta o motivo...

Cortou minha respiração,
Minha voz não saía - e eu gritava...
Gritei o quanto pude - e despertei
Assustei do riso da desgraça!

Mentira parece, não foi pesadelo.
Nem projeção - não saí do cômodo.
E em poucos minutos de sono,
Quase perco minha noite toda...

Final ou fusão, por favor!
Estou me acabando, chega!
Minha memória está apagando...
Enquanto os outros, acham graça!

E insisto em repetir:
Vejo o quão forte deve ser,
Lutei em sonho, molhei todo meu corpo,
Mas não quero mais você...

VI - Ciclo (Círculo)


Parei, vazio, torto, calejado.
   Olhei e uma surpresa: Fiquei chocado!
Ele tem aquela mesma beleza...!

-O que dirás? - eu disse quando o cruzei.
   Olhei e outra surpresa: -És o mesmo, eu sei!
Tu não mudastes, mesma beleza...!

Observando eu, você não teve reação.
   Surpreendi-me: sua energia, ATRAÇÃO!
O mesmo olhar, aquele seu coração...!

Depois de tanto tempo, disfarço.
   Ouço os ventos, escrevo, te traço!
E nenhum eco volta, ao menos, eu faço...!

Lanço-me desafiadoramente à luz da Lua Cheia.
   Que em questão de momentos, semeia!
A dupla que há tempos deseja, ciclo: -Semeia...!

VII - Natural Solidão



A quem importa? Me diga!
Se há pouco fiquei cego?
Se isso tudo me intriga?
Novamente perdi meu ego?

Quem importa, se eu me importo?
Quem, pra minha importância liga?
Estou solitário tentando ser morto
Ouvindo o roer da minha barriga...

Quem? QUEM liga...?

"O espírito grita, e ecoa!
A noiva diz alto: -Vem, vem!
As pragas sugam sempre,
E logo a solidão solicita friamente:
      -Ou finda-se, ou funde-se!

A confusão,
                  solidão,
                              o calor,
                                         o som das águas,
                                                                       os mosquitos,
                                                                                              e todo desaforo, faz eu escrever emblemas tolices de um palhaço infeliz!

Quem? QUEM liga...?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Palavras até me conquistam temporariamente, mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Este corpo afinal será misturado com a lama. Porquê permanecer na arrogância?

 - 23 anos e ainda não me encontrei 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010



Este corpo afinal será misturado com a lama. Porquê permanecer na arrogância?

 - 23 anos e ainda não me encontrei 


Deixe estar!
Hora há de passar...

Deixo ser,
Nasceu, há também de morrer.

Flua livre então,
Sopra o vento, me leva em outra direção!

Largo do que acho vã importância
Procurarei outro lugar, outra distância.

Cansei realmente dessa minha imaturidade
Um asco que sobre meus dias soma mais uma idade

E que sobre meu coração age contra-vontade
Desespero, não espero - disso - felicidade.

Quais lendas são verdade?
Sobre qual intensidade?

Nada me resta...


terça-feira, 22 de junho de 2010

A luta não é meramente sua, é a luta de infinitas gerações passadas e futuras. 

segunda-feira, 10 de maio de 2010


You probably think I'm crazy
I don't want you to save me
Don't mean to disappoint you
I've never felt so free
If you could stand in my shoes
Then you would feel
my heartbeat too

sexta-feira, 7 de maio de 2010

''A companhia dos livros dispensa 
com grande vantagem a dos homens.''
 (Marquês de Maricá)



Conquistando o reino em redor - mais um passo adiante e tudo muda
Levo leves palavras das falas dos homens
Peso pesadas sabedorias dos livros. - intensa, desnuda
Deixo de lado a confiança no que me assemelha - sou falho, hão de falar também!

mas oro, 
melhor, melhor, melhor, cada dia mais fica minha vida porém!

Dos livros, espero, ser co-autor,
Da vida, não mais um ator.

Viver intensamente o livro meu interno.
E quando relerem meu testamento
De inveja - vão querer ir para o inferno! 



quarta-feira, 21 de abril de 2010

A imbelicilidade e infantilidade na neura da minha vida, é esperar de coisas tolas os momentos decisivos.
Inútil! 
Eu juro que pra essa cidade não volto mais!

quarta-feira, 14 de abril de 2010



Ela vive num conto de fadas
Algum lugar muito longe para encontrarmos
Forgotten the taste and smellEsqueceu o gosto e o cheiro
Of the world that she's left behindDo mundo que ela deixou pra trás
It's all about the exposure the lens I told her
Keep your feet on the grounÉ tudo sobre a exposição
When your head's in the cloudsAs lendas
Eu disse a ela que os ângulos estavam todos errados
Agora ela está rasgando asas de borboletas
Go get your shovelMantenha seus pés no chão
And we'll dig a deep holeQuando sua cabeça está nas nuvens
To bury the castle, bury the castle
So one day he found her cryingVá pegar sua pá
Coiled up on the dirty groundE nós cavaremos um buraco profundo
Her prince finally came to save herPara enterrar o castelo
And the rest you can figure out
Keep your feet on the groundEntão um dia ele a encontrou chorando
When your head's in the cloudsEnroscada no chão sujo
Seu príncipe finalmente veio para salvá-la
E o resto você pode imaginar
Go get your shovelMas era uma armadilha e o relógio bateu meia-noite
And we'll dig a deep holeBem, garanta a construção da sua casa
To bury the castle, bury the castleTijolo por tedioso tijolo
Go get your shovelOu o lobo vai botá-la abaixo com um sopro
And we'll dig a deep hole
Well, you built up a world of magicMantenha seus pés no chão
Because your real life is tragicQuando sua cabeça está nas nuvens
Yeah you built up a world of magic
Go get your shovelVá pegar sua pá
And we'll dig a deep holeE nós cavaremos um buraco profundo
To bury the castle, bury the castlePara enterrar o castelo
Go get your shovel

Você construiu um mundo de mágica
Para pa pa para pa paPorque sua vida real é trágica
Para pa para pa pa
Para pa para pa paraSe não é real você não pode segurar com suas mãos
Para pa pa para pa paNão pode sentir com seu coração
Para pa para pa paraE eu não acredito
Para pa pa pa pa pa paMas se é verdade você pode ver com seus olhos
Até no escuro
E é lá que eu quero estar
Vá pegar sua pá
E nós cavaremos um buraco profundo
Para enterrar o castelo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

IN THE DEMONSTRATION 
OF THIS EVIDENCE
SOME 
HAVE CALL IT 
RELIGION

THIS IS NOT A COINCIDENCE

WOULD YOU LIKE 
TO TRY?

quarta-feira, 31 de março de 2010

... e sigo...
na insônia
errôneo.

a lua cheia,
segue iluminando
minha solidão
lamentavelmente certa.

''Cool I'm not, when I am lonely...''

domingo, 21 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

O fantasma 'AGONIA'/Parcas







Somos palavras... gestos...
Sou carne... intestino... sou pecado
Sou coitado.


Coração - infecção! Um germe ruminante!
Veias cheias de composições,
Realidade e tristes ilusões...


Somos lágrimas, melancolia
Tropeçamos nos braços dum Orgulho...
Nome próprio desse nosso mergulho.


Sou um jogo circunspecto,
Do qual o tabuleiro está velho,
Mas ainda reluz forte o vermelho...


Sem aqueles peões dos quais o jogo é dado
Sou carne falha.
E repito: sou um coitado!


E que termine esse jogo então...
Avanço à casa da morte
Pois aqui, em vida, não encontro sorte...