quarta-feira, 31 de março de 2010

... e sigo...
na insônia
errôneo.

a lua cheia,
segue iluminando
minha solidão
lamentavelmente certa.

''Cool I'm not, when I am lonely...''

domingo, 21 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

O fantasma 'AGONIA'/Parcas







Somos palavras... gestos...
Sou carne... intestino... sou pecado
Sou coitado.


Coração - infecção! Um germe ruminante!
Veias cheias de composições,
Realidade e tristes ilusões...


Somos lágrimas, melancolia
Tropeçamos nos braços dum Orgulho...
Nome próprio desse nosso mergulho.


Sou um jogo circunspecto,
Do qual o tabuleiro está velho,
Mas ainda reluz forte o vermelho...


Sem aqueles peões dos quais o jogo é dado
Sou carne falha.
E repito: sou um coitado!


E que termine esse jogo então...
Avanço à casa da morte
Pois aqui, em vida, não encontro sorte...

quinta-feira, 18 de março de 2010



''Se teu cão passa fome, qualquer pessoa que oferecer um pedaço de comida consegue afastá-lo de ti.'''

terça-feira, 16 de março de 2010

i'm feel closer to the light
i'll try to keep it
it's so hard... 
but i'm trying do my best.
i need keep me closer to the light...

quarta-feira, 10 de março de 2010

água mole
pedra dura
tanto bate 
até que fura 
#bruxaria!

terça-feira, 9 de março de 2010

não quero mais!

já nem sei mais onde correr...
fui pra todos os lados e nada...
já nem sei mais o que fazer...
fiz o que poderia e nada...
já nem tenho gosto nem desgosto...
experimentei coisas, sem satisfação
já nem sei quanto tempo mais aguento
pois cada dia que passa, eu sei menos...
já nem quero mais o amanhã, fiquem com ele!
é lhes dada a minha chance!
por favor, quem quer que seja, leve minha vida!

segunda-feira, 8 de março de 2010



enquanto isso o palhaço segue com sua alegre infelicidade... 
chora palhaço... 
chora... 
''(

domingo, 7 de março de 2010

Ó Satan, prends pitiè de ma longue misère!

segunda-feira, 1 de março de 2010

poluições devastas...

eis aqui, como sempre, o que resta: 
esta fria companhia tão conhecida...
nem olho mais para o espelho, cansei desse pálido reflexo
que há muito tempo segue meus passos... 
preciso matar esse mútuo silêncio com um abraço...
lindo rosto amargo, olhos tristes, cheias lágrimas: 
quais braços estarão abertos, Palhaço Infeliz? 
qual templo responderá aos seus anseios que classifica doce? 
(se enquanto o amargo solitário te prende...?
... não compreendo!)


oh vida, como tu me surpreende!
quando volto a minha casa, e logo as paredes me apertam... 
os sonhos viram abraços aos travesseiros
me reviro de dores que antes não perturbavam tanto... 
e espero... até que sinto descer então meu pranto!


aquele otimismo, quase-morto, sussurra: 
-calma... Isso é por enquanto.
desespero, desespero... até quando?
e o otimismo quase-morto insiste: 
-a Mãe Lua está cheia! e brilha!  orai, Sua luz brilhará também por ti!


ei, otimismo:
se ainda insistes...  
 será o que de mim no por vir?
não quero mais estar assim aqui.
não preciso da vastidão, que em nada me aquece...
ainda mais agora, que está partindo o verão...


olá peito:
afogo-me... nas próprias projeções, 
sonhos, da mesma boba criança que fui
e que insiste em teimar,
em viver nesse corpo, 
-cheio de pura desesperança!




-e então seguirei essa minha nova:
orarei a Lua Cheia que brilha nesta noite,
para que não abandone essa hipócrita e platônica pessoa
que não aguenta mais
essa maldita solidão em temperança...